segunda-feira, outubro 21

Tag: cerveja

Cervejas e gastronomia

Cervejas e gastronomia

Colunas, Colunistas, Ronaldo Rossi
Sempre fui um entusiasta das cervejas, posso afirmar que provei todas as cervejas que passaram pelas minhas mãos e a cada gole, até hoje, surge uma explosão de possibilidades em forma de aromas, sabores e combinações. Curiosamente, no início da minha carreira na gastronomia todo o trabalho de combinar comida e bebida, que chamamos de harmonização, tinha que ser feito com vinhos e mesmo para essa união mais antiga e tradicional era tudo muito recente. O vinho é legal, mas a cerveja é muito mais. As suas possibilidades são muito maiores. Podemos ter as mesmas possibilidades do vinho e ainda notas de caramelo, toffee, chocolate, cacau,  café,  adição de frutas e temperos, envelhecimento em barris, onde repousaram outras bebidas, inclusive o vinho, e isso tudo sem contar as variedades de lúp
A volta às origens

A volta às origens

Colunas, Colunistas, Ronaldo Rossi
Vivemos em constantes ciclos. Ao mesmo tempo em que buscamos novidades, fazemos um resgate de momentos marcantes. Muito disso pode ser exemplificado olhando para as tendências da moda. O que hoje é desejado, ontem saiu da moda, mas anteontem era muito parecido com o que é sucesso hoje. Na gastronomia os ciclos são mais longos. Tivemos a febre do tomate seco, da gastronomia molecular, dos alimentos orgânicos e, mais recentemente, trouxemos à tona algo que nunca deveria ter saído de evidência: os produtos artesanais. Entre hambúrgueres, queijos, embutidos, cervejas, cachaças, geleias e uma infinita gama de produtos, podemos perceber que o consumidor tem buscado esses produtos, sempre que possível, por entender que mesmo com um preço um pouco mais alto, o valor que essas delícias carregam é
Gastronomia afetiva

Gastronomia afetiva

Colunas, Colunistas, Ronaldo Rossi
Acabei de chegar da feira. Faço isso sempre que posso, onde quer que eu esteja, mesmo que seja simplesmente para passear e tomar um pouco de sol no rosto. Mas hoje foi diferente. Uma imagem me remeteu à tudo o que me fez chegar até aqui. Uma avó com o seu neto de uns 4 ou 5 anos andando e apontando, a banana, o tomate, a mandioca... Isso trouxe à tona uma daquelas memórias afetivas, aquelas que fazem com que muitas outras boas lembranças apareçam em sequência. Diminuí o ritmo e acompanhei por mais alguns metros o caminho dos dois, até que fui contar a eles a minha própria história e de como aquele garoto que ia à feira com a avó todas as sextas feiras se tornou um chef de cozinha anos depois. Esse é o meu primeiro artigo com vocês e exatamente por isso resolvi apresentar essa história.