quinta-feira, julho 18

Hospital Samuel Libânio realiza cirurgia neurológica com paciente acordada

Hospital Samuel Libânio

Médicos do HCSL (Hospital das Clínicas Samuel Libânio) usaram toda a tecnologia e o conhecimento para realizar uma cirurgia de alta complexidade conhecida como Awake Craniotomy (literalmente cirurgia acordada, em português) em uma paciente de 21 anos, atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ela, que tinha um tumor vascular (angioma cavernoso), apresentou uma crise convulsiva e quando voltou já estava com um lado do corpo paralisado.

“Com o quadro definido propomos a cirurgia Awake para a paciente. Com ela acordada, o cirurgião tem a localização em tempo real de regiões funcionais do cérebro”, explica o médico neurocirurgião Antônio Luiz Carone.

Dr. Carone
O médico neurocirurgião Antônio Luiz Carone é que realizou a cirurgia

O grande diferencial deste procedimento é a identificação das áreas eloquentes (motora, sensitiva ou de linguagem) atingidas pelo tumor. A cirurgia é realizada com o paciente submetido a uma anestesia geral que, após a abertura do osso do crânio, é acordado, através da diminuição do nível da sedação.

“Temos a tecnologia, espaço adequado oferecido pelo Centro Cirúrgico e uma equipe formidável que trabalha há muito tempo em sintonia. Isso tudo leva ao sucesso nesse tipo de cirurgia. Importante também foi a preparação dessa paciente, em todos os sentidos, para que fosse feita aqui uma cirurgia que é realizada só em grandes centros. Dessa forma, ela ficou segura tanto para o procedimento quanto para recuperação”, conta o médico anestesiologista, Antônio Carlos Aguiar Brandão.

Antônio Carlos Aguiar
O médico anestesiologista, Antônio Carlos Aguiar Brandão.

Awake Craniotomy

O procedimento permite o controle da ressecção do tumor, com retirada maior sem comprometer uma determinada função cerebral e menor déficit pós-operatório. Nesse tipo de cirurgia, o paciente passa por um exame de ressonância magnética, depois é inserido um aparelho chamado neuronavegador, que possibilita que o médico chegue até a área com a lesão através de uma pinça especial ligada a um computador.

“Depois que o paciente é anestesiado, colocamos um fixador craniano e fazemos uma demarcação local para abordagem cirúrgica. No momento da estimulação da área correspondente, o cirurgião pede para o paciente falar uma frase. Após o mapeamento das áreas de interesse, o paciente é novamente colocado em anestesia geral e a cirurgia é completada com a remoção total ou parcial do tumor”, esclarece Carone.

Segundo Antônio Carlos, sem a cirurgia, a paciente poderia ter o comprometimento de seus movimentos e, principalmente, da linguagem.

“Exames pós-operatórios comprovaram o sucesso da cirurgia. A recuperação acontece de forma muito mais rápida. A técnica de cirurgia que mantem o paciente acordado apresenta excelentes resultados, sobretudo no que diz respeito à qualidade de vida, menor tempo de internação e o retorno às atividades cotidianas”, conclui o médico anestesiologista.

Com informações e fotos da Ascom Fuvs 

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