sexta-feira, setembro 20

19 de junho: Dia Mundial da Anemia Falciforme

Diagnosticada pelo teste do pezinho, Anemia Falciforme é comum, mas ainda pouco conhecida da população. ONU instituiu a data 19 de junho para informar sobre a doença e promover discussões sobre sintomas e tratamentos

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A Anemia Falciforme é uma doença comum, mas ainda pouco conhecida da população. De acordo com o Ministério da Saúde, existem entre 50.000 e 100.000 pacientes brasileiros diagnosticados com a doença e cerca de 3.500 novos casos por ano. Hereditária, é caracterizada por uma alteração genética nos glóbulos vermelhos devido à presença de um tipo de hemoglobina mutante (hemoglobina S ou Hb S). Essa modificação faz com que as células percam sua forma arredondada e adquiram o aspecto de uma foice, se rompendo facilmente e causando, assim, anemia.

Com o intuito de informar e conscientizar a população, a data 19 de junho foi instituída pela ONU como Dia Mundial da Anemia Falciforme. A condição é mais comum em indivíduos negros, porém, por conta da grande miscigenação no Brasil, a anemia falciforme está presente em pessoas de outras etnias, sendo uma das mais prevalentes dentre as doenças hereditárias no país.

Esse tipo de anemia é uma doença crônica, pois na maioria dos casos não tem cura. Os sintomas incluem crises de dor nos ossos e articulações, palidez, icterícia, infecções, úlcera nas pernas, fadiga intensa, cálculos biliares e problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e renais.

O diagnóstico da anemia falciforme é feito com um exame chamado eletroforese de hemoglobina, incluído desde 2001 no teste do pezinho para garantir o diagnóstico precoce. Detectar a doença logo no nascimento dá a chance de as pessoas com anemia falciforme serem tratadas desde o início, antes mesmo da manifestação dos sintomas. O diagnóstico e tratamento precoces têm papel fundamental na redução dos riscos de sérias complicações de saúde na vida adulta.

Em alguns casos, pode ser realizado o transplante de medula óssea, porém, ainda assim, o paciente precisará de acompanhamento clínico e laboratorial por longo período.

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