quinta-feira, setembro 19

Unifei vai monitorar áreas impactadas por rompimento de barragem em Mariana

Mariana jornaldomingo.com.br
Projeto da Universidade Federal de Itajubá irá monitorar as condições ambientais em áreas impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana – MG. (Imagem: Professor Arcilan Trevenzoli Assireu / IRN).

 

O projeto intitulado “Derivadores rastreados por satélite e monitoramento automático de parâmetros ambientais aplicados ao entendimento da contribuição dos afluentes para o restabelecimento do Rio Doce”, coordenado pelo professor Arcilan Trevenzoli Assireu, do Instituto de Recursos Naturais (IRN), da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), foi um dos contemplados em uma chamada pública promovida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) em parceria com a Fundação Renova.

Trata-se de um dos seis projetos, dentre 25 submetidos, selecionados por meio da Chamada 10/2018, referente a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para Monitoramento da Biodiversidade de Ambientes Aquáticos de Minas Gerais em Áreas Impactadas pelo Rompimento da Barragem de Fundão, que aconteceu no Distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana – MG, em 05 de novembro de 2015.

Segundo o site da Fapemig, a “Chamada foi publicada em novembro de 2018 e seu objetivo foi selecionar e financiar projetos aplicados em Minas Gerais para gerar conhecimento que possibilite a identificação, mensuração e acompanhamento dos impactos ambientais provocados pelo rompimento da Barragem de Fundão”.

O projeto envolve professores, técnicos e alunos de graduação e pós-graduação do campus da Unifei em Itajubá, bem como das universidades federais do Espírito Santo (Ufes), de Ouro Preto (Ufop) e de Santa Catarina (UFSC); da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Seu objetivo é estudar – por meio de sensoriamento remoto, medidas in situ, monitoramento contínuo em tempo real e modelagem numérica – processos hidrodinâmicos e morfológicos na confluência entre o Rio Doce e três de seus principais afluentes, tendo em vista a geração de subsídios para o entendimento acerca da evolução temporal da qualidade da água e da consequente recuperação do Rio Doce.

A expectativa é que o projeto, cuja elaboração teve início em novembro de 2018, seja implementado em setembro de 2019, com duração de quatro anos. A proposta envolve inovação tecnológica, pesquisa científica e formação de recursos humanos. No caso do acidente de Brumadinho, que ocorreu em janeiro deste ano, um outro projeto similar poderá também ser realizado.

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