sábado, agosto 24

Projeto reduz atropelamentos de andarilhos na Fernão Dias

Ações acontecem entre São Gonçalo do Sapucaí e Extrema e ajudam a compreender o perfil das pessoas que caminham pela Rodovia Fernão Dias.

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Um projeto piloto realizado pela Arteris Fernão Dias e alunos do curso de psicologia da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) e cinco municípios do Sul de Minas (Extrema, Camanducaia, Cambuí, Pouso Alegre e São Gonçalo do Sapucaí)  está ajudando a reduzir o número de atropelamentos envolvendo andarilhos na Rodovia Fernão Dias (BR 381).

De cunho social, o projeto foi iniciado em abril do ano passado e mostrou que é possível atuar de forma conjunta, em grupos sociais e específicos, para alcançar um objetivo maior de evitar acidentes e mortes na rodovia. Durante 12 meses de atuação, entre junho de 2018 e maio deste ano, o número de atropelamentos envolvendo andarilhos ou trecheiros reduziu 19,5%, em comparação ao mesmo período entre 2017 e 2018. A redução de óbitos envolvendo esse grupo social foi ainda maior e chegou a 40%.

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O projeto consiste em abordagens sociais realizadas pelos alunos de psicologia, assistentes socais e setor de segurança da concessionária. Os alunos e assistentes sociais realizam entrevistas que ajudam a concessionária a compreender e traçar o perfil das pessoas que caminham constantemente pela BR-381. A partir destas informações é possível entender o comportamento dos andarilhos e orientá-los a caminharem de forma segura na rodovia para que cheguem ao seu destino.

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As abordagens são realizadas semanalmente em postos de serviço às margens da rodovia, onde a presença do andarilho é constante. Por se tratar de um projeto piloto, as entrevistas acontecem no Sul de Minas, no limite dos municípios parceiros. Por meio de um questionário e uma boa conversa, os alunos extraem informações ricas que dão subsídio para continuidade do trabalho.

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Perfil dos andarilhos da Fernão Dias

Com base nas entrevistas é possível perceber que 92,8% dos andarilhos da Fernão Dias são homens, com idade entre 40 e 70 anos. Cerca de 64,2% são analfabetos e apenas 28% são casados e possuem filhos. O que todos eles têm em comum é o consumo diário de bebida alcoólica e um fator desencadeante, geralmente uma decepção, que os levaram a adotarem esse estilo de vida.

“O levantamento desses dados vai contribuir para que novos procedimentos possam ser pensados com o objetivo reinserir o andarilho na sociedade”, explica Emilene Bueno, orientadora do projeto de extensão da Univás para redução de atropelamentos de andarilhos. 

Paralelo a pesquisa, colaboradores da concessionária levam informações de segurança e distribuem coletes refletivos para que o andarilho adote um comportamento seguro enquanto caminha pela pista.

“Durante esse período de trabalho percebemos que as pessoas que caminham às margens da rodovia optam, por diversas razões, por esse estilo de vida. E como também são usuários da BR-381, nós precisamos orientá-los a se locomoverem da forma mais segura possível”, explica Luciano Louzane, diretor de operações da concessionária. 

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