quinta-feira, setembro 19

Apac Feminina de PA vive expectativa de iniciar construção da sede própria

Apac Feminina jornaldomingo.com.br

A Apac Feminina de Pouso Alegre vive a expectativa de dar início à construção de sua sede própria. Em julho o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) anunciou a liberação de cerca de R$ 10,7 milhões para a construção, reformas e ampliação de 19 Associações de Proteção e Assistência aos Condenados em Minas Gerais. E a Apac Feminina da cidade está entre as que serão contempladas com o recurso. Inicialmente, serão liberados R$ 500 mil para dar início à obra que gira em torno de R$ 2 milhões.

Com atividades iniciadas em 2012, a Apac Feminina de Pouso Alegre funciona de modo improvisado em um imóvel alugado na Avenida Alferes Augusto de Medela, próximo ao bairro São João. Na unidade, que tem capacidade para 30 recuperandas do sistema prisional, há 28 mulheres nos regimes fechado, semiaberto intramuro e semiaberto extra muro. O local é um grande salão que foi dividido em quartos, refeitório, cozinha, salas de aula e espaço de convivência.

“A expectativa é grande para construção da sede própria, pois poderemos aplicar a metodologia Apac de modo mais efetivo em um local com mais estrutura. Esperamos que logo consigamos iniciar as obras”, comenta Joyce Seabra de Vasconcelos, encarregada administrativa da Apac Feminina.

A Apac Feminina será construída no mesmo terreno onde funciona a Apac Masculina que está situada numa área total de 17 hectares, no km 05 da Rodovia que liga Pouso Alegre a Borda da Mata.

Novos horizontes

 

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Momentos de espiritualidade e reflexão fazem parte da rotina diária

A metodologia Apac visa a humanização do cumprimento da pena privativa de liberdade. É considerada uma alternativa para reinserir o apenado no convívio social e uma forma de evitar a reincidência do crime.

Na Apac Feminina as recuperandas tem uma rotina diária a cumprir, o que inclui responsabilidades e diversas atividades. Elas é que organizam, limpam a unidade e preparam as refeições.  O dia-a-dia envolve participação em momentos de reflexão e espiritualidade, atividades de laborterapia, trabalhos manuais, cursos profissionalizantes e aulas à noite.

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Voluntária ensinando recuperanda a fazer adesivos de unha

Através de parceria com IFSULDEMINAS, durante todo o ano diversas atividades são realizadas na Apac Feminina com objetivo de promoção da autoestima das mulheres e para capacitá-las para o mercado de trabalho, por meio da oferta de cursos de maquiagem, manicure e pedicure, entre outros. Uma forma de apoia-las em sua ressocialização para se reintegrarem plenamente na sociedade ao saírem da Apac. Alunos do Centro Universitário UNA, em Pouso Alegre,  também se fazem presentes na Apac com visitas e palestras.

“Muitas recuperandas estão conseguindo trabalho em áreas em que receberam capacitação dentro da Apac. São cursos que abriram portas para elas e isso é muito gratificante”, conta Joice.

Atualmente existe parceria com uma empresa de Borda da Mota para a confecção de almofadas. As recuperandas fazem a costura artesanal das almofadas que depois retornam para a empresa para serem comercializadas. E elas recebem uma porcentagem pelo trabalho realizado.

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Recuperandas durante confecção de almofadas

De acordo com Joice, a Apac Feminina está em busca de parceria com alguma empresa que tenha interesse em terceirizar trabalhos de costura. “Temos o projeto para implantar uma oficina de costura na unidade, pois temos algumas máquinas, mas ainda não conseguimos uma empresa de confecção interessada em firmar parceria conosco”.

A unidade conta a colaboração de voluntários que ajudam em diversas atividades, seja ministrando palestras, ensinando algum ofício ou trabalho artesanal ou simplesmente conversando com as recuperandas e seus familiares. “Os voluntários são sempre muito bem vindos”, finaliza.

Quem puder doar itens de higiene pessoal para a Apac Feminina, o que é uma necessidade, pode entrar em contato pelo tel: 99924-6971.

Eliana Silva

Jornalista Responsável em Jornal Domingo
Formada em Jornalismo pela Univás (Universidade do Vale do Sapucaí) e pós-graduada em Gestão da Comunicação Empresarial pela FAI (Centro Superior em Gestão, Tecnologia e Educação).
Eliana Silva

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