quinta-feira, setembro 19

Leituras elásticas são nova tendência para formar leitores na era tecnológica

leituras elásticas jornaldomingo.com.br
A formação de leitores é um dos maiores desafios do tempo atual, dominado pela tecnologia. Com base nesta realidade, vem ganhando cada vez mais espaço entre os educadores o conceito de leituras elásticas –  uma tendência do mundo atual para formar novos leitores.

Mas, afinal, o que é leitura elástica? Trata-se de uma abordagem lúdica em que se pode misturar livros com outras plataformas e linguagens, como cinema, jogos, Nintendo, Minecraft. É uma educação “remix” para conseguir dialogar com as crianças.

As leituras elásticas chegam para atender a demanda de uma nova geração. E desafio é grande. Pois professores e educadores são imigrantes digitais, enquanto os alunos são nativos digitais. Lembrando Luciano Meira, especialista em educação aplicada por meio de games,  o novo DNA da educação precisa de diversão, desafio e diálogo de narrativas e aventuras.

Para conseguir que também os adultos adquiram o hábito da leitura nessa época atual de muita desatenção, em que as pessoas não ficam uma hora sem consultar o WhatsApp dentro de locais fechados como cinemas e teatros, inclusive,  a estratégia é trabalhar com narrativas que tenham ligação com uma série de televisão ou com um filme, por exemplo. Isso facilita que a pessoa consiga mergulhar no livro. E isso se aplica tanto a crianças como a adultos.

Baixo índice de leitura

A 4ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro considera “leitor” aquele que leu pelo menos um livro nos últimos três meses – inteiro ou em partes. Os dados de 2016 revelam que o brasileiro lê em média 2,43 livros por ano, um índice baixo em comparação com outros países.

Conforme a pesquisa, entre as principais motivações que impulsionam os leitores brasileiros estão: o gosto pela leitura (25%), atualização cultural (19%), distração (15%), motivos religiosos (11%), crescimento pessoal (10%), exigência escolar (7%) e atualização profissional ou exigência do trabalho (7%).

De acordo com um levantamento divulgado no início de 2018 pelo Banco Mundial, os estudantes brasileiros devem demorar mais de 260 anos para atingir a qualidade de leitura dos alunos de países desenvolvidos. Se os índices não forem alavancados, os números apontam para uma longeva crise de aprendizagem no Brasil.

Eliana Silva

Jornalista Responsável em Jornal Domingo
Formada em Jornalismo pela Univás (Universidade do Vale do Sapucaí) e pós-graduada em Gestão da Comunicação Empresarial pela FAI (Centro Superior em Gestão, Tecnologia e Educação).
Eliana Silva

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