segunda-feira, outubro 21

Roupas feitas com garrafas PET recicladas

 Será que esta moda pega?

A partir da primavera do ano que vem, uma gigante japonesa do setor de roupas do Japão planeja vender produtos feitos com fibras provenientes da reciclagem de garrafas de plástico – as chamadas garrafas PET

A operadora e uma empresa têxtil e química anunciaram que vão desenvolver conjuntamente tecidos que secam com facilidade de fibras de poliéster feitas a partir de garrafas PET.

Atletas e ambientalistas protestam na praia de Botafogo contra poluição da Baía de Guanabara, local das provas de vela nos Jogos Olímpicos de 2016 (Fernando Frazão/Agência Brasil)

 

O presidente da operadora, Tadashi Yanai, disse: “Nossa meta é ir além dos conceitos tradicionais de moda e vestuário. Queremos criar roupas completamente novas. Estamos trabalhando nisso há mais de 30 anos. Essa atitude não vai mudar.”

O público-alvo são principalmente consumidores conscientes sobre o meio ambiente. “Jovens são especialmente conscientes em relação à sustentabilidade. Consumidores europeus são bem conscientes. Estou confiante que (os novos produtos) serão bem aceitos”, disse o presidente da operadora

Fibras feitas de garrafas de polietileno tereflato (PET) usadas já estão disponíveis. Funcionários da empresa dizem ter conseguido aperfeiçoar a tecnologia de remoção de impurezas das garrafas, permitindo a fabricação de fibras particularmente finas que, segundo eles, podem ser utilizadas em produtos altamente funcionais.
As garrafas PET
As garrafas PET  já faz parte do cotidiano, uma vez que são utilizadas para embalar praticamente todos os líquidos, de remédios a bebidas. Entretanto, apesar de ser um produto 100% reciclável e de baixo custo de produção, a fabricação e o descarte inadequados fazem com que a garrafa PET represente potenciais efeitos nocivos para o meio ambiente. O plástico, incluindo o PET, é o principal poluente encontrado nos oceanos.
PET é um tipo de resina termoplástica da família dos poliésteres, que é utilizado como fibra sintética, como matéria-prima de embalagens, e como resina para engenharia, em combinação com a fibra de vidro.

Patenteado em 1941 por trabalhadores da Calico Printer’s Association, na cidade de Manchester, na Inglaterra, o PET foi utilizado pela primeira vez pela DuPont americana, para fins têxteis, no início da década de 1950. Apenas no início da década de 1970 é que o composto químico começou a ser utilizado na fabricação de embalagens.

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