quinta-feira, setembro 19

Sua organização também sofre dessa síndrome?

Você já parou para pensar onde estão concentradas as maiores dificuldades em gerir as organizações? Você já se deu conta que grande parte delas está relacionada à comunicação? Sabendo disso, ainda assim, sua empresa e sua equipe continuam a “patinar” em questões simples? E, por que isso acontece?

Este assunto é sempre um grande desafio a ser enfrentado por todos os líderes e gestores de pequenas, médias e grandes empresas. Em um mundo onde a diversidade cultural, tecnológica, espiritual, sociológica é cada vez maior, talvez a maior complexidade em lidar com situações embaraçosas e que necessitem de decisão rápida é a capacidade desse gestor estar disponível e flexível o suficiente para encontrar a melhor saída.

Em todos os grupos, equipes e/ou times, tem-se vários perfis de colaboradores e os estilos de liderança florescem em vários momentos, principalmente quando se tem conflitos por múltiplos interesses. Além disso, há ainda a forma com que cada membro se comunica (sistemas representacionais — visual, auditivo, cinestésico e digital) e a forma de comunicação (teoria da análise transacional — pai, adulto ou criança) que impactam no estado de ego.

Uma reflexão que sempre trago nos treinamentos que realizo junto aos clientes, principalmente em atendimento ao cliente, vendas e negociação, é sobre o paradoxo de Abilene. Esse paradoxo diz respeito aquela situação onde membros de um grupo, em muitos casos a maioria e até mesmo o líder do grupo, se sentem indiretamente obrigados a concordar com uma ação ou decisão, por crerem que esta é a vontade do grupo ou, ao menos, que esta atitude é a correta aos olhos do grupo.

Desta forma, em busca de aprovação ou mesmo temendo alguma censura ou repressão, este membro acaba agindo de forma a contrariar suas vontades ou convicções, apenas para evitar um possível confronto ou ruptura.

A maioria dos profissionais, ao menos em seu início de carreira, já vivenciou experiências onde mesmo tendo certeza de que algo estava ou daria errado, se sentiu obrigado a compactuar com a estratégia de seu líder ou sua empresa, por temer um possível confronto.

Logo, gerir o consenso é tão difícil quanto gerir o conflito, já que no caso do conflito os interesses já estão explícitos (pelo menos em parte). Dessa maneira, cabe o gestor perceber o que cada membro pensa sobre o item debatido, como ele percebe seu interlocutor, e, com suas habilidades comunicativas, achar o melhor caminho visando os interesses do grupo e, sobretudo, da organização.

Como resolver esse problema em minha organização? Abaixo listei algumas dicas que podem favorecer ou melhorar a comunicação de sua empresa.

– Pratique reuniões sempre e encoraje os departamentos a fazerem o mesmo.

– Reuniões devem possuir pauta (comunicada antecipadamente para a equipe) e os assuntos não devem fugir dela.

– Reuniões devem ter prazo de duração (início e fim).

– Forneça feedback da reunião.

– Registre o que foi decidido e prazos para entregas futuras.

Tudo isso melhora o comportamento da equipe no que se diz respeito à comunicação interna.

Um excelente fim de semana a todos.

João Paulo Lopes

Coluna Vamos falar de gestão de empresas? em JornalDomingo.com.br
Consultor Empresarial. E-mail: joao.lopes@noussm.com
João Paulo Lopes

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