quinta-feira, setembro 19

Novos nomes para velhos processos

Já algum tempo venho observado as redes sociais e uma questão tem me chamado à atenção: o crescente número de terminologias, técnicas, códigos, etc, sobre o tema empreendedorismo, vendas e outros aspectos da gestão de empresas. A capacidade do ser humano em desenvolver novas roupagens para práticas já conhecidas é quase que infinita. São variações sobre o mesmo tema que quando dito por um especialista, se torna um novo mantra.

A exemplo temos os inúmeros programas de Coaching, Design X, Y, metodologias ágeis, etc. Ao mesmo tempo que eu admiro (e sigo) a criação das novas teorias sobre administração, acredito que todo empresário deve ter sempre uma visão do que está por trás delas para saber filtrá-las: o que é realmente novo e pode lhe ajudar a entender o seu negócio, e o que é simplesmente fumaça no meio de tanto conteúdo.

Mais do que isso: o que se aplica a você, ao seu negócio e ao seu estilo de gestão e o que você deliberadamente não quer utilizar por não fazer sentido a operacionalização de sua empresa como, por exemplo, implementar uma cultura de inovação em um ambiente organizacional que ainda não tem condições de efetivamente o fazê-lo por “n” situações como, por exemplo: capacidade financeira, mão-de-obra qualificada, processos definidos, etc, ou implantar uma cultura na empresa (meritocracia) se falta maturidade para líderes e gestores.

Pior que isso é quando algumas empresas criam novas terminologias para práticas de mercado para atraírem atenção para si. Percebo que muitas empresas que propagam teorias não são honestas em dizer quais delas ainda estão sendo testadas e quais já foram comprovadas por eles próprios. Inúmeras vezes visitei “referências em startups” para aprender com seus processos e qual não foi minha surpresa que após seis meses todos os processos que eram tidos como “nosso diferencial” já não existiam mais. É o que chamo de empresa “serrote”.

Decidi escrever esse artigo justamente para refletir sobre o que realmente traz e faz diferença nas empresas, senão o bom e velho atendimento, diga-se de passagem, com pessoas satisfeitas, produtos e processos de qualidade, que entregam o que prometem aos clientes, dentro do prazo estipulado. Que planejam de forma estruturada, executam o planejado, avaliam os resultados e promovem as melhorias necessárias para a permanência e crescimento organizacional. Que utilizam da tecnologia para alavancar seus negócios e buscam a eficiência constantemente. Aquelas que de fato fazem rodar o PDCA, que eu chamo de empresa escada, um passo de cada vez.

Sucesso a todos e excelente fim de semana.

João Paulo Lopes

Coluna Vamos falar de gestão de empresas? em JornalDomingo.com.br
Consultor Empresarial. E-mail: joao.lopes@noussm.com
João Paulo Lopes

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