terça-feira, junho 25

Prof. Dr. Rodrigo Fonseca

Um cemitério virtual chamado Facebook. Você conhece?

Um cemitério virtual chamado Facebook. Você conhece?

Colunas, Colunistas, Prof. Dr. Rodrigo Fonseca
No final do século XIX, com a criação do cinema, as pessoas se assustaram com a possível eternização dos mortos. Isso porque, naquela época, as pessoas viviam poucos anos e indivíduos filmados e, posteriormente falecidos, acabavam tendo seus filmes exibidos para outras pessoas. Parte do público se assustava ao ver, em movimento, imagens das pessoas falecidas, já que, na época, eram comuns apenas imagens estáticas, isto é, as fotografias e a arte dos pintores que faziam réplicas da realidade. Naquele tempo, imagens em movimento eram consideradas "coisa do demônio", pois as pessoas ainda não compreendiam a evolução da ciência que havia culminado naquela nova forma de registro da realidade. Cem anos depois, na virada do século XX para o século XXI, outro "fenômeno" de eternização dos morto
A vida só vale a pena nos finais de semana?

A vida só vale a pena nos finais de semana?

Colunas, Prof. Dr. Rodrigo Fonseca
De certa forma, tentamos contar e dominar ilusoriamente o tempo conforme a urgência dos nossos compromissos. Se há algo prazeroso a ser vivido, queremos que o tempo corra a nosso favor. Mas se há algo ruim, desagradável ou mesmo extremamente difícil para ser resolvido, o ideal seria que o tempo parasse. Assim é organizada a rotina. Planejamos as tarefas, priorizamos suas importâncias e buscamos espaços nas agendas para que tudo possa se encaixar conforme o planejado. O dia a dia funciona como uma banda de música: os instrumentos precisam estar afinados para que a música possa ser tocada com ritmo e harmonia e, principalmente, para que as pessoas possam, ao final da canção, aplaudir o espetáculo. Nas contas do nosso calendário, os dias funcionam como chances que o tempo nos oferece de tra
8 de Março: um olhar para além do comércio e da publicidade

8 de Março: um olhar para além do comércio e da publicidade

Colunistas, Prof. Dr. Rodrigo Fonseca
É certo que o comércio e a publicidade exploram a favor de si mesmos a celebração do dia 8 de março. Mas é preciso lembrar também que, diferentemente do dia do homem e do dia dos pais, o dia da mulher não tem origem mercadológica. É herança de uma luta antiga das mulheres, quando elas já provavam que o termo ‘sexo frágil’ não as representa. O fato de uma mulher ter sido a única pessoa a se dedicar ao salvamento do motorista do caminhão atingido pelo helicóptero em que estava o jornalista Ricardo Boechat, enquanto alguns homens que também chegaram à região do acidente assistiam e filmavam o ato heroico dela, só confirma que as mulheres são o esteio da sociedade. E é por darmos de ombros ao que elas falam, por menosprezarmos o que elas fazem, por duvidarmos do que elas são capazes de f