terça-feira, junho 25

Igor Prado

Caso Sérgio Moro: o mantra dos “fins justificam os meios” no mais recente terremoto político brasileiro

Caso Sérgio Moro: o mantra dos “fins justificam os meios” no mais recente terremoto político brasileiro

Colunas, Colunistas, Igor Prado
O site theinterceptbrasil.com trouxe à luz para sociedade conversas privadas entre o Juiz Sérgio Moro e o Procurador Deltan Dallagnol e, com elas, um terremoto político com potencial de virar de cabeça abaixo a forma como o brasileiro encara a justiça e a política do seu país. O juiz Sérgio Moro realmente foi direto ao ponto e, à margem dos ritos processualísticos que ditam o processo judicial no Brasil, optou pelo mantra de Maquiavel “os fins justificam os meios”, sendo que agora passa a sofrer as consequências disso. Podem dizer que “Moro jamais teria conseguido alcançar os 155 condenados na justiça e os 13 bilhões de reais recuperados da corrupção para os cofres públicos se assim não fizesse”, mas, em casos de grande repercussão, qualquer falha pode ser fatal. No direito mais ainda,
O surto da privacidade a partir do caso Neymar

O surto da privacidade a partir do caso Neymar

Colunistas, Igor Prado
A privacidade, numa perspectiva histórica, nasce da separação entre o público e o privado, que delimita duas esferas de atuação do indivíduo: a íntima e a social. Enquanto na esfera social, o indivíduo atua como um cidadão - sujeito de direitos e deveres -, na esfera íntima é aquela em que o indivíduo goza da sua liberdade privada, que em seu conceito clássico, refere-se “ao direito de ser deixado só”. No entanto, nunca na história da humanidade estivemos tão confusos quanto quais são as nossas ações privadas - às quais deve ser preservado o sigilo da pessoa em não ser obrigada a expor (postar), prestar contas ou justificar o que está fazendo -, e quais são as nossas ações públicas, características da vida em comunidade, como as relações de trabalho e de convivência no espaço social. Ess
Assim não dá canja Bolsonaro

Assim não dá canja Bolsonaro

Colunistas, Igor Prado
O Presidente Jair Bolsonaro compartilhou via whats app, no dia 17/05, um texto em que o autor afirmava o Brasil como um “país ingovernável fora dos conchavos”, para justificar o travamento das propostas do Presidente no Congresso Nacional. Mas será que é só isso que trava Bolsonaro? Sem dúvida os conchavos, caracterizados pela negociação em que o governo fornece cargos ou verbas a um determinado parlamentar, em troca do seu voto a favor de uma proposta do Presidente, são os responsáveis por uma administração pública corrupta, ineficiente e imoral, conforme comprovam os fatos históricos mais recentes, escancarados pela Operação Lava-Jato. Contudo, para se governar é imprescindível uma agenda política, o que Bolsonaro não tem. A agenda política representa o conjunto de propostas que o Pres
Financeiramente mal e politicamente apaixonados

Financeiramente mal e politicamente apaixonados

Colunistas, Igor Prado
Não é possível assistir as sabatinas do Ministro da Economia Paulo Guedes no Senado Federal e na Câmara dos Deputados sem concordar que financeiramente vamos mal e politicamente continuamos cegamente apaixonados. Num esforço hercúleo para apresentar a necessidade de aprovar uma reforma que seja o primeiro passo em um redesenho fiscal das contas públicas do país, Guedes enfrentou aquilo que vem sendo a tônica do Brasil nos últimos anos: demagogia e hipocrisia política. Resultado: não importa o conteúdo da fala do ministro e nem dos próprios deputados; somente importam as siglas partidárias que aquele que está defendendo uma tese carrega, se for pró-bolsonaro quem for oposição ao Presidente é contra cegamente, já caso quem esteja falando seja anti-bolsonaro, quem for a favor do Presidente
A máfia brasileira

A máfia brasileira

Colunistas, Igor Prado
“O poderoso chefão” é sem sombra de dúvidas um dos filmes mais marcantes da história do cinema. Com estrelas como Marlon Brando e Al Pacino, o filme é um retrato de como a máfia italiana exercia o seu poder, através do tráfico de armas e do controle da segurança, funcionando como a única ‘instituição’ respeitada pelos cidadãos. Em inglês o nome do filme significa “O Padrinho” — The Godfather -, pois era como todos chamavam o líder mafioso. No mundo da vida é possível ver a história de outros mafiosos, dos quais destaco Al Capone, que se aproveitou no começo do século XX da decisão do governo dos Estados Unidos em proibir a venda de bebida alcóolica, para assumir o mercado negro do produto. Como consequência, expandiu a sua máfia e igualmente passou a ter poder sobre a população, governo e